terça-feira, 2 de junho de 2020

1964 e 1968 (com um pouco de hoje) no BRASIL


1964 e 1968 (com um pouco de hoje) no BRASIL

                        Sou Mozar Costa de Oliveira (quem compôs e lhes envia estas linhas, opinando).                        
Dias atrás eu lhes remeti um breve estudo sobre a diferença entre o golpe militar de 1964 (com os atos institucionais de números 1, 2, 3, 4 e o que lhe sobreveio em 1968, com o tenebroso AI-5. Há efetivamente uma longa distância ideológica e militar entre eles, como expus no meu trabalho anterior.
Eis aqui resumos, retirados à internet —

Opinião. Falo hoje, em (a) complemento sobre o militar que foi autor, ou coautor dos quatro primeiros, e (b) o outros (militares e civis responsáveis pelo AI-5.
O Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco era de  personalidade inteiramente diversa do outro, o General Costa e Silva, como se pode ver em https://pt.wikipedia.org/wiki/Humberto_de_Alencar_Castelo_Branco; Castelo Branco é havido por pesquisadores como “moderado” e,  para outros, até mesmo  que foi um democrata.
Quadra mesmo notar que no governo dele foi publicada mais uma a importante “lei da ação popular cuja edição se caracterizou, notadamente para se corrigirem atos de improbidade de governantes” (como se vê abaixo): 

Cabe  notar ainda que o  ministro subscritor dessa edição da ação popular pertencia à  antiga UDN de tendências marcadamente conservadoras — Milton Soares Campos: https://pt.wikipedia.org/wiki/Milton_Campos 
 Lê-se no jurista Fernando de Azevêdo Alves Brito o seguinte histórico da ação popular no Brasil: Constituição de 1824:
Art. 157. Por suborno, peita, peculato, e concussão haverá contra elles acção popular, que poderá ser intentada dentro do anno, e dia pelo próprio queixoso, ou por qualquer do Povo, guardada a ordem do Processo estabelecida na Lei. * Constituição de 1934:
Art. 113, n° 38. Qualquer cidadão será parte legítima para pleitear a declaração de nullidade ou anullação dos actos lesivos ao patrimonio da União, dos Estados ou dos Municípios. * Constituição de 1946

Art. 141, §38. Qualquer cidadão será parte legítima para pleitear a anulação ou a declaração de nulidade dos atos lesivos ao patrimônio da União, dos Estados, dos Municípios, das entidades autárquicas e das sociedades de economia mista. * Constituição de 1964:

Art.150, §31. Qualquer cidadão será parte legítima para propor ação popular que vise anular atos lesivos ao patrimônio das entidades públicas. * Constituição de 1967:
Art. 153, §31. Qualquer cidadão será parte legítima para propor ação popular que vise anular atos lesivos ao patrimônio das entidades públicas.
Opinião Aliás, quadra dizer, um artigo jurídico sobre ela está em https://www.emerj.tjrj.jus.br/revistaemerj_online/edicoes/revista22/revista22_105.pdf
Internet. Vem agora a ponto notar o escrito em parte das redes sociais, a saber: A Constituição de 1967 foi a 4º Carta Magna brasileira e a terceira do período republicano. [ ] elaborada durante o regime militar, entrou em vigor em 15 de março de 1967.
Na foto acima veem-se os juristas responsáveis pelo projeto da nova Constituição a entregarem a versão preliminar ao Presidente Castelo Branco em 19/08/1966 — da esq. para direita: Levi Carneiro, presidente Castelo Branco, Temístocles B. Cavalcanti, Orozimbo Nonato e o Ministro da Justiça Medeiros da Silva [ ]

Opinião Tornando à história, temos que a direita brasileira e os militares brasileiros daquele tempo se uniram para derrubar o presidente João Goulart https://pt.wikipedia.org/wiki/João_Goulart
 Internet. Acusado de querer implantar o comunismo internacional no país, o presidente foi deposto em 1º de abril de 1964 dando ao início à ditadura militar que só terminaria em 1985. [ ]
Opinião. Os anos 1963-1964, note-se bem, eram de radicalização plena: os Estados Unidos de um lado contra a União Soviética do outro. Recorda-o, em depoimento oral, o ex-presidente da UNE https://pt.wikipedia.org/wiki/União_Nacional_dos_Estudantes , senador  José Serra https://www.youtube.com/watch?v=og3vBvCEO0E
Os esquerdistas de fé católica podiam lutar politicamente na  poderosa “Ação Popular” (APhttps://pt.wikipedia.org/wiki/A%C3%A7%C3%A3o_Popular_(esquerda_crist%C3%A3); também ela metia medo em pessoas infensas aos pendores da exagerada esquerda política. Era este mais um braço dos “agitadores”, poderosos ativistas: os temidos revolucionários da esquerda brasileira naqueles tempos. Ora, estes “agitadores”, contrariamente ao que pensa hoje o senador José Serra https://pt.wikipedia.org/wiki/José_Serra, pululavam em muita quantidade, algo assim como, hoje, as covid19 pululam mundo afora. https://pt.wikipedia.org/wiki/COVID-19 .
  Havia diversas maneiras de se sentirem temores. Exemplos — A) A dos que, por sua profissão católica, fé cristã, ou formação ética, se sentiam ameaçados pelo comunismo (União Soviética); B) A “elite” brasileira daquele tempo  — gente honesta (ou desonesta) que amealharam (ou açambarcaram) bens materiais: ricos (honestos, ou não) e pessoas classe média alta (honestas, ou não).
Esses temores eram mais um elemento para inspirar o preparo uma contrarrevolução que tomasse de surpresa os radicais da esquerda nacional dos anos 60. Era bem o caso de boa parte dos estudantes universitários jovens, sindicalistas, operários, trabalhadores do comércio, indústria e serviços, tais e tantos como, aliás, veio a constar em bem fundamentado trabalho acadêmico, que parece digno de crédito; é o que ora lhes indico:  http://www.fundasantos.org.br/e107_files/public/1568810736_memoria_sidical_completo.pdf .
Mas, também em estudantes brasileiras e brasileiros anticomunistas havia idealismo e amor ao país. (Por sinal, de uma mulher afrodescendente Maya Angelou veja-se sobre “idealismo” https://www.pensador.com/autor/maya_angelou/).
Foi idealismo dessa índole que inspirou o partido acadêmico PIAPartido Idealizador Acadêmico, composto por moças e moços (de que o autor desta composição de hoje era presidente em 1964). Membro do PIA era, entre outras pessoas de ambos os sexos, o Vicente Fernandes Cascione https://pt.wikipedia.org/wiki/Vicente_Cascione que, àquele tempo foi, por votação dos colegas, o orador oficial do CAAG. Hoje, formado, é tido como o melhor advogado do júri da Baixada Santista; é também escritor de estilo criativo, magistral, todo seu. Atualmente escreve, em página especial dos domingos, um artigo muito procurado pelos leitores do jornal “A Tribuna” https://pt.wikipedia.org/wiki/A_Tribuna , fundado no final do século XIX.
 Voltando ao tema, ocorre que contra este partido havia outros dois PAR, MAR, todos no afã de dirigir o órgão central dos estudantes de Direito da então Faculdade Católica de Direito de Santos, conhecida como “Casa Amarela” (o órgão central era o CAAG — “Centro Acadêmico Alexandre de Gusmão”).
Os membros do PIA éramos contra a forte, ameaçadora, ebulição esquerdista; os do PAR parece terem sido menos interessados na direção da política acadêmica. Os membros do MAR (“Movimento Acadêmico Renovador”) eram, todavia, universitários esquerdistas fortemente aguerridos. Vamos a um exemplo — numa eleição para presidente do CAAG os universitários não marxistas elegeram colega do PIA para a presidência. A diferença foi de cinco votos a mais que o concorrente do MAR (“Movimento Acadêmico Renovador”). Sobreveio a “errônea” declaração de erro na votação, declaração esta feita pelo então presidente, membro do mesmo partido (MAR). Era óbvio o puro interesse partidário daquela ala esquerdista dos estudantes da Faculdade Católica de Direito de Santos. O diretor da instituição atendeu a pretensão dos alunos do PIA, mas os desmedidos, os arrogantes, colegas membros do MAR impediam à força a entrada do eleito na sala reservada ao CAAG. Foi de mister uma ação judicial em Vara Cível da comarca de Santos para se reconhecer o direito do eleito de exercer a pretensão de entrar na sala destinada ao CAAG para exercer a presidência dele. Parece ter sido uma ação de imissão de posse, com concessão da liminar. 
Parece óbvio, pois, que já se havia tornado inconcebível, impensável, naquela época a convivência com esse tipo de esquerda nos ambientes universitário.
Assim,  sobretudo por meio do MAR (“Movimento Acadêmico Renovador”) é que o então presidente da UNE (“União Nacional dos Estudantes”), José Serra https://pt.wikipedia.org/wiki/José_Serra buscava, país afora, saracotear, agitar, os estudantes brasileiros de curso superior. Parece tomarem como modelo de esquerda o esquerdismo: aquele ultrapassado, envelhecido, imperialismo bolchevique de um revolucionário russo https://pt.wikipedia.org/wiki/Nikolai_Bukharin
Essa intensa movimentação estudantil, quer nos parecer, que o marechal Humberto de Alencar Castelo Branco tinha noção dela. A Faculdade Católica de Direito de Santos ainda não era universidade e tinha poucos alunos, verdade seja, mas Santos já era o maior porto do hemisfério sul; a importância do local inspirava respeito, de modo que era mesmo uma instituição politicamente de destaque, relevante, não somente na Baixada Santista nem no Estado de São Paulo e sim para o Brasil inteiro. Encontra-se aqui, portanto, uma demonstração de ter sido mui digno de atenção tudo quanto se passava em Santos — sindicatos e universitários. Castelo Branco percebeu isto quando maduramente entendeu estar, também em Santos, um perigo de implantação do comunismo soviético no país.
 Internet. Ora bem, apesar dos militares e dos civis que apoiavam o cenário político, o governo quis fazer uma nova “Carta Magna”. [ ] Em 1966, o governo publicou um projeto de Constituição escrito pelo ministro da Justiça, Carlos Medeiros Silva, e pelos juristas Francisco Campos, Levi Carneiro, Temístocles B. Cavalcanti e Orozimbo Nonato.
No entanto, diante do protesto feito pelo MDB https://pt.wikipedia.org/wiki/Movimento_Democrático_Brasileiro_(1966) (oposição) e pela ARENA  (favorável sobretudo aos executivos federais), o governo reabre e convoca o Congresso para discutir e votar a nova “Magna Carta”, entre 12 de dezembro de 1966 e 24 de janeiro de 1967. O texto final seria aprovado sem muitas modificações pelos deputados e senadores. Como esta Constituição não foi elaborada por uma Assembleia Constituinte, muitos autores afirmam que ela foi outorgada. Porém, outros estudiosos afirmam que a aprovação por parte do Congresso Nacional já bastaria para caracterizá-la como promulgada. [ ]
Desta maneira, os principais pontos da “Carta Magna” de 1967 eram:
O presidente era eleito de forma indireta, por um Colégio Eleitoral, em sessão pública, para um mandato de quatro anos. cassação e suspensão de direitos políticos pelo Poder Executivo, estabelecia o bipartidarismo, determinava eleições indiretas para governadores e prefeitos, instituía a pena de morte para crimes contra a segurança nacional, restringia o direito de greve, aumentava a Justiça militar, estendendo o foro especial a civis.
Mais tarde, em 1968, aí sim, foi incorporado o AI-5 que determinava o fechamento do Congresso por parte do Poder Executivo, a censura prévia aos meios de comunicação, intervenção militar em estados e municípios, suspensão de direitos civis e políticos dos cidadãos, que cometiam crimes contra a Segurança Nacional.
*-*
Dilma Roussef
O General Costa e Silva https://pt.wikipedia.org/wiki/Costa_e_Silva foi o presidente iniciador do Ato 5, a quem sucedeu outro  militar radical de direita, Emílio Garrastazu Médici.
Opinião. Advirta-se, pois, para a diferença (de caráter  e de formação) entre a) o Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, primeiro presidente que participou da cassação sumária do Jango Goulart https://pt.wikipedia.org/wiki/João_Goulart, e b) os seus colegas de farda. Para se perceber esta disparidade pessoal vem a ponto examinarem-se os conteúdos dos “Atos institucionais” de Castello (os quatro primeiros) e de quem o sucedeu na presidência do Brasil. Ei-los:

Estes quatro primeiros atos institucionais, dissemos, são do governo Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco; cassaram sem punir (exceção feita à subtração dos direitos políticos), ao passo que, muito diferente, destrutivo, mortal, o de número 5 https://pt.wikipedia.org/wiki/Ato_Institucional_n.%C2%BA_5, acarretou um vendaval de catástrofes ao Povo — durante longos anos, destruiu, em brasileiras e brasileiros,  as três fundamentais vias da existência humana, que são democracia, liberdade e crescimento em igualdade.
Internet A liberdade de expressão nos "anos de chumbo" era algo totalmente inimaginável. [ ] Se hoje podemos dizer o que 'nos dá na telha' (ainda mais na internet), ai daquele que ousasse se pronunciar contra os governantes da época. E as formas de silenciar e obter informações dos subversivos eram várias e atrozes. Os calabouços da tortura ecoavam gritos de dor e agonia.
A forma com que as autoridades da época reprimiam os rebeldes era totalmente chocante. Hoje você pode dar sua opinião e discordar do que bem entender, mas na ditadura seu destino com certeza poderia ser a 'cadeira do dragão'.
Opinião Dilma Rousseff nada fez de ilegal para ser cassada pelo Congresso; parq
[ ]
"Eu vou esquecer a mão em você [...] Ninguém vai saber que você está aqui. Você vai virar um "presunto" e ninguém vai saber" - General da ditadura, durante a tortura de
Dilma Rousseff (presa pela ditadura aos 19 anos de idade) **
[ ]
1. Pau-de-arara
Com uma barra de ferro atravessada entre os punhos e os joelhos, o preso ficava pelado, amarrado e pendurado a cerca de 20 centímetros do chão. Nessa posição que causa dores atrozes no corpo, o preso sofria com choques, pancadas, banhos de água gelada e queimaduras com cigarros em busca de delações e informações.
2. Afogamento
Os torturadores da ditadura fechavam as narinas do preso e colocavam uma mangueira de borracha dentro da boca do acusado para obrigá-lo a engolir água. Outro método era mergulhar a cabeça do torturado num balde, tanque ou tambor cheio de água, forçando sua nuca para baixo até o limite do afogamento. A tortura era feita até se conseguir o que queria do prisioneiro.
3. Cadeira do dragão
A cadeira do dragão é uma espécie de cadeira elétrica, revestida de zinco ligada a terminais elétricos. Os prisioneiros sentavam nela nus e, quando o aparelho era ligado na eletricidade, o zinco transmitia choques a todo o corpo. Muitas vezes, os torturadores enfiavam na cabeça da vítima um balde de metal, onde também eram aplicados choques.
4. Espancamento
O espancamento era uma forma de tortura muito usada na ditadura. Uma dos mais cruéis era o chamado "telefone". Com as duas mãos em forma de concha, o torturador dava tapas ao mesmo tempo contra os dois ouvidos do preso. A técnica era tão brutal que podia romper os tímpanos do acusado e provocar surdez permanente. Além de socos, pontapés no estômago e outras mais.
5. Soro da verdade
Esse soro é o pentotal sódico, uma droga injetável que provoca na vítima um estado de sonolência e reduz as barreiras inibitórias. Sob seu efeito, a pessoa poderia falar coisas que normalmente não contaria - daí o nome "soro da verdade" e seu uso na busca de informações dos presos. Mas seu efeito é pouco confiável e a droga pode até matar.
[ ]

As torturas utilizadas no Brasil durante a ditadura militar, têm uma estreita ligação com técnicas desenvolvidas através de experimentos como os do Projeto Mkultra. Essas técnicas foram trazidas para o Brasil  pelos militares e agentes policiais que freqüentaram a Escola das Américas.
Vários membros da força policial brasileira e militares foram treinados por especialistas em tortura que vieram para o Brasil com o objetivo de difundir os métodos e meios de interrogatório compilados pela CIA. Foi o caso do conhecido Dan Mitrione
A recente liberação pelo governo americano de uma lista parcial de nomes de participantes nos treinamentos da Escola revelou também o fato de que militares brasileiros treinaram e participaram de tortura, inclusive no Chile.
No Brasil foi instalado o Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), em Manaus, comandado pelo general francês Paul Aussaresses, promotor do uso da tortura na guerra colonial da Argélia.
[ ]
1- Pau-de-Arara
Pau-de-Arara consistia numa barra de ferro que era atravessada entre os punhos amarrados e a dobra do joelho, sendo o conjunto colocado entre duas mesas, ficando o corpo do torturado pendurado a cerca de 20 ou 30 centímetros do solo. Este método quase nunca era utilizado isoladamente, seus complementos normais eram eletrochoques, a palmatória e o afogamento.
2- Choque Elétrico
Choque Elétrico foi um dos métodos de tortura mais cruéis e largamente utilizados durante o regime militar. Geralmente, o choque dado através telefone de campanha do exército que possuía dois fios longos que eram ligados ao cor­po nu, normalmente nas partes sexuais, além dos ouvidos, dentes, língua e dedos. O acusado recebia descargas sucessivas, a ponto de cair no chão.
3- Pimentinha
Pimentinha era uma máquina que era constituída de uma caixa de madeira que, no seu interior, tinha um ímã permanente, no campo do qual girava um rotor combinado, de cujos termi­nais uma escova recolhia corrente elétrica que era conduzida através de fios. Essa máquina dava choques em torno de 100 volts no acusado.
4- Afogamento
No Afogamento, os torturadores fechavam as narinas do preso e colocavam uma mangueira, toalha molhada ou tubo de borracha dentro da boca do acusado para obrigá-lo a engolir água. Outro método era mergulhar a cabeça do torturado num balde, tanque ou tambor cheio de água (ou até fezes), forçando sua nuca para baixo até o limite do afogamento.
5- Cadeira do Dragão
Cadeira do Dragão era uma espécie de cadeira elétrica, onde os presos sentavam pelados numa cadeira revestida de zinco ligada a terminais elétricos. Quando o aparelho era ligado na eletricidade, o zinco transmitia choques a todo o corpo. Muitas vezes, os torturadores enfiavam na cabeça da vítima um balde de metal, onde também eram aplicados choques.
6- Geladeira
Na Geladeira, os presos ficavam pelados numa cela baixa e pequena, que os impedia de ficar de pé. Depois, os torturadores alternavam um sistema de refrigeração superfrio e um sistema de aquecimento que produzia calor insuportável, enquanto alto-falantes emitiam sons irritantes. Os presos ficavam na “geladeira” por vários dias, sem água ou comida.
7- Palmatória
Palmatória era como uma raquete de madeira, bem pesada. Geralmente, esta instrumento era utilizado em conjunto com outras formas de tortura, com o objetivo de aumentar o sofrimento do acusado. Com a palmatória, as vítimas eram agredidas em várias partes do corpo, principalmente em seus órgãos genitais.
8- Produtos Químicos
Havia vários Produtos Químicos que eram comprovadamente utilizados como método de tortura. Para fazer o acusado confessar, era aplicado soro de pentatotal, substância que fazia a pessoa falar, em estado de sonolência. Em alguns casos, ácido era jogado no rosto da vítima, o que podia causar inchaço ou mesmo deformação permanente.
9- Agressões Físicas
Vários tipos de Agressões Físicas eram combinados às outras formas de tortura. Um dos mais cruéis era o popular “telefone”. Com as duas mãos em forma de concha, o torturador dava tapas ao mesmo tempo contra os dois ouvidos do preso. A técnica era tão brutal que podia romper os tímpanos do acusado e provocar surdez permanente.
10- Tortura Psicológica
De certa forma, falar de Tortura Psicológica é redundância, considerando que toda o tipo de tortura deixa marcas emocionais que podem durar a vida inteira. Porém, haviam formas de tortura que tinha o objetivo específico de provocar o medo, como ameaças e perseguições que geravam duplo efeito: fazer a vítima calar ou delatar conhecidos.
*-*-*
Permitam-me dizer-lhes, leitoras e leitores, que nos meus 86 anos e meio de vida nunca vi presidente eleito (a meu ver infelizmente eleito) de tão apoucado caráter, com tamanha vontade de poder — crescente vontade de poder), mentiroso e covarde a governar para si e para os filhos, que não para nós, brasileiras e brasileiros, nunca vira eu, repito, como o atual, infeliz e infelicitante Jair Messias Bolsonaro https://pt.wikipedia.org/wiki/Jair_Bolsonaro   (opinião do professor doutor Ivan Lago https://www.escavador.com/sobre/4517963/ivann-carlos-lago sobre o atual presidente do Brasil:

Resumo A pessoa e a vida do Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco foram de concórdia, paz e esperança para o Povo brasileiro. Nunca perseguiu ninguém, não mandou perseguir nem matar nem gente de esquerda. Comandou e encabeçou, sim, a derrubada do Jango (o então presidente do país) porque viu de perto, claramente, o perigo do domínio soviético (Josef Stalin https://pt.wikipedia.org/wiki/Josef_Stalin  versus Henry Truman https://pt.wikipedia.org/wiki/Harry_S._Truman)  durante a Guerra Fria. É que a inteira radicalidade das posições políticas do mundo permitia uma só de duas escolhas possíveis: comunismo com igualdade (Stalin), ou capitalismo com liberdade e algum grau de democracia (Truman). Ser de esquerda era, para muitas e muitos, algo até socialmente de relevo social, de destaque, de evidência — para ser um homem ou uma mulher saliente, importante...
Muito de notar-se é que os bolsonaristas, e o próprio Bolsonaro, vez por outra invocam para salvação do Brasil (têm a petulância de dizê-lo), invocam, repito o triste AI-5.   
*-*-*
Rápidas observações finais com comparações históricas. https://www.todamateria.com.br/humberto-castello-branco/
                                                               1968
Dilma Roussef
Jair Messias Bolsonaro
Bolsonarismo

 (Permitam-me por último, aqui neste final, indicação de leitura; é de livro científico a respeito destes três modos humanos imprescindíveis de se viver e conviver. Ei-lo: PONTES DE MIRANDA, Francisco Cavalcanti. Democracia, liberdade, igualdade: os três caminhos. 2ª ed. São Paulo: Saraiva, 1979 [607 páginas].

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