A vinda. A vinda a Santos do sábio e gênio brasileiro, Francisco
Cavalcanti Pontes de Miranda, ocorreu por iniciativas de professores e alunos
da tradicional Faculdade Católica de Direito de Santos. Situada na
Avenida Conselheiro Nébias, número 589. Por não gostar de viajar de avião, organizou-se-lhe
a vinda de navio.
Foi em tempo no qual Pontes já era considerado dos maiores
juristas de todos os tempos, o mais citado nos juízos e tribunais brasileiros. As pessoas ligadas ao Direito tinham
conhecimento dele — um homem excepcional por sua genialidade; com alto número
de obras publicadas em diversos países do mundo, era matemático, físico,
biólogo, psicólogo, sociólogo, linguista e poeta.
As pessoas presentes.
Quem ia tomando ciência desses predicados era gente capaz de
admirar um fenômeno assim tão especial — em lugar da vil inveja, a
espontaneidade de um quase culto a esse brasileiro incomum, atípico.
Estas convicções espargiram alegria, entusiasmo mesmo, na
mocidade da Faculdade Católica de Direito de Santos. E surgiu a ideia de
trazer à mesma escola de Direito, o notável homem de ciência. Uma
comissão formou-se para este fim, com amplo apoio da direção, notadamente do
diretor, professor Carlos Pacheco Cirylo. O jornal local (“A Tribuna”) ajudou a
iniciativa com publicação de dados abundantes sobre Pontes de Miranda.
A cerimônia.
A solenidade do encontro com Pontes foi da mais concorridas, engalanado
o salão nobre no máximo da sua capacidade de elegante apresentação. Estava ali grande
número de pessoas, como o presidente da câmara municipal, vereadores, alguns
deputados estaduais, boa quantidade de ex-alunos, todas as professoras e
professores em exercício, o bispo diocesano (chanceler de todas as faculdades católicas
da diocese).
Um professor e um aluno foram escolhidos para saudar o gênio brasileiro.
Exaltou-se-lhe o valor para o Brasil e para o mundo por isto que
ele escreveu obras de literatura e notadamente de ciência positiva em português,
espanhol, francês, inglês e alemão.
Previu-se que seria fundado o “Centro de Estudos Pontes de Miranda”
— com obras as mais numerosas possíveis dele, Francisco Cavalcanti Pontes de
Miranda.
O final.
Para agradecer ele disse que falaria só seis minutos
(não disse cinco...). Gênio da ciência, foi decepcionante sua oração de agradecimento
— de retórica, no sentido tradicional, um quase nada de nada...
Mas, recebeu-se e homenageou-se um sábio e gênio brasileiro.
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