sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

 

A vinda. A vinda a Santos do sábio e gênio brasileiro, Francisco Cavalcanti Pontes de Miranda, ocorreu por iniciativas de professores e alunos da tradicional Faculdade Católica de Direito de Santos. Situada na Avenida Conselheiro Nébias, número 589. Por não gostar de viajar de avião, organizou-se-lhe a vinda de navio.

Foi em tempo no qual Pontes já era considerado dos maiores juristas de todos os tempos, o mais citado nos juízos e tribunais brasileiros.  As pessoas ligadas ao Direito tinham conhecimento dele — um homem excepcional por sua genialidade; com alto número de obras publicadas em diversos países do mundo, era matemático, físico, biólogo, psicólogo, sociólogo, linguista e poeta.

As pessoas presentes.

Quem ia tomando ciência desses predicados era gente capaz de admirar um fenômeno assim tão especial — em lugar da vil inveja, a espontaneidade de um quase culto a esse brasileiro incomum, atípico.

Estas convicções espargiram alegria, entusiasmo mesmo, na mocidade da Faculdade Católica de Direito de Santos. E surgiu a ideia de trazer à mesma escola de Direito, o notável homem de ciência. Uma comissão formou-se para este fim, com amplo apoio da direção, notadamente do diretor, professor Carlos Pacheco Cirylo. O jornal local (“A Tribuna”) ajudou a iniciativa com publicação de dados abundantes sobre Pontes de Miranda.

A cerimônia.

A solenidade do encontro com Pontes foi da mais concorridas, engalanado o salão nobre no máximo da sua capacidade de elegante apresentação. Estava ali grande número de pessoas, como o presidente da câmara municipal, vereadores, alguns deputados estaduais, boa quantidade de ex-alunos, todas as professoras e professores em exercício, o bispo diocesano (chanceler de todas as faculdades católicas da diocese).

Um professor e um aluno foram escolhidos para saudar o gênio brasileiro.

Exaltou-se-lhe o valor para o Brasil e para o mundo por isto que ele escreveu obras de literatura e notadamente de ciência positiva em português, espanhol, francês, inglês e alemão.  

Previu-se que seria fundado o “Centro de Estudos Pontes de Miranda” — com obras as mais numerosas possíveis dele, Francisco Cavalcanti Pontes de Miranda.

O final.

Para agradecer ele disse que falaria só seis minutos (não disse cinco...). Gênio da ciência, foi decepcionante sua oração de agradecimento — de retórica, no sentido tradicional, um quase nada de nada...

Mas, recebeu-se e homenageou-se um sábio e gênio brasileiro.    

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