sexta-feira, 21 de agosto de 2020

 

 

AMIGAS E AMIGOS, bom dia!

Aí lhes vai, abaixo, a parte final do meu trabalho do “MAIS IGUALDADE NO BRASI”.

 

                Como é fácil de se prever, são trechos de Francisco Cavalcanti de Miranda sobre Princípios e os processos sociais de adaptação.  

 

       Também dele Francisco Cavalcanti de Miranda, abaixo, os princípios e os processos sociais de adaptação: 


ESQUEMA N. 3 

CONTRIBUIÇÕES FUNDAMENTAIS DAS CIÊNCIAS À SOCIOLOGIA 

PRINCÍPIOS DE SOCIOESPACIOLOGIA OU GEOMETRIA GERAL 

   Princípio da fisicalização das geometrias: são os fatos que de­vem decidir da geometria, isto é, dos axiomas que nos possam ser­vir à explicação sociológica. A Geometria Social não tem de ser a da intuição vulgar, mas a indi­cada pela experiência. 

Princípios de relatividade na Sociologia: a) só existe espaço social onde há matéria, onde há energia social; é de relações que se formam os corpos, portanto — só há espaço social onde há relações sociais; b) as sociedades obrigam os fatos sociais a variar segundo verdadeiros potenciais dos seus campos: onde chega uma relação social, aí começam espaço e tempo social, como surge o campo da gravitação onde quer que o tensor material seja diferente de zero, isto é, onde quer que apareça energia. 

II 

PRINCÍPIOS FÍSICO-SOCIAIS 

   Princípios de simetria:a) uma razão de simetria não é cau­sa de nenhum efeito, e encontra-se nos efeitos a simetria das causas; certos elementos de sime­tria podem coexistir com certos fenômenos, mas não são necessá­rios; o que é necessário é que certos elementos de simetria não existam: é a dissimetria que cria o fenômeno; b) a dissimetria dos efeitos deve encontrar-se nas cau­sas, e os elementos de simetria das causas hão de achar-se nos efeitos; o efeito pode ser mais si­métrico que a causa, porém a causa não pode ser mais simétri­ca que os efeitos; c) a simetria não é causa de fenômenos, mas pode impedir que se produzam; d) às simetrizações intra-individuais correspondem dissimetrias interindividuais, mas a formação de gru­pos sociais cada vez mais largos inaugura outro ciclo, em que as dessemelhanças interindividuais são tratadas, não como fenômenos entre indivíduos, mas no grupo social tido como indivíduo; no indivíduo e nos grupos caminha-se para o máximo possível de si­metria intra-individual. 

Princípio do insulamento dos sistemas: as sociedades são siste­mas relativamente fechados, nos quais se estabelecem processos evolutivos, que, em parte, inde­pendem de outros sistemas; po­rém como tais corpos não se conservam iguais em extensão e se dilatam, pela absorção e pelo au­mento de volume ou pela forma­ção de sistemas mais largos, a evolução social tem de ser estu­dada em pseudocírculos cada vez mais amplos (par andrógino, clã, família, tribo, etc.), nos quais os fatos sociais são função das for­ças internas e externas do sistema ou sistemas a que pertencem. 

Princípio do determinismo: (concepção contemporânea, não racionalista). 

Princípio da inércia na Socio­logia: inércia da matéria e da energia social. 

Princípios de conservação e de evolução: a) princípio de con­servação da energia (e da maté­ria) social; b) princípios de evo­lução; exemplos: princípio de diminuição doquantum despótico; lei da crescente integração e di­latação dos círculos sociais. Nos sistemas sociais, a progressiva adaptação produz a crescente es­tabilidade, a diminuição doquan­tum despótico; a dilatação dos círculos sociais. É o caminho para o maximum de harmonia no mais largo sistema possível. Tendemos para o melhor, na mais ampla ex­tensão social, que é toda a Terra. As leis sociais dizem isto; mas, se o dizem, é porque são incluídas nas grandes leis universais de conservação, demaximum e de minimum. 

 III 

 PRINCÍPIOS BIOSSOCIOLÓGICOS 

   Lei da variabilidade: va­riações dos indivíduos; varia­ções dos corpos sociais (adapta­ção). 

Lei de hereditariedade: persistência da adaptação além do individuo; conservação atra­vés da série individual. 

Lei da seleção: atende-se aos resultados das variações e, pois, aos melhores espécimes, ao que maior equilíbrio traduz; no novo meio ou nas novas condi­ções do mesmo meio só resistem os indivíduos cujas qualidades permitem prosperar e, como são eles os que persistem, é óbvio que são as suas qualidades que se transmitirão e assentarão. 

Lei da crescente estabili­dade: a adaptação constante­mente cresce (Fechner, Fetzoldt); opera-se a crescente adaptação, pelo princípio da tendência à coexistência dos es­tados compatíveis ou idênticos, em virtude do princípio do mi­nimum de choques e do princí­pio econômico do minimum de gastos, de meios ou de força (Zoellner) . 

Principio da adaptabilidade ao fim. 

 IV 

 PROCESSOS SOCIOLÓGICOS DE ADAPTAÇÃO 

   Processo religioso (devota­mente, resignação, sacrifício, etc.). 

   Processo moral (confiança nos atos de outrem e vigilância nos seus). 

   Processo estético (adaptação pela criação e pelo gozo estético entre o ser vivo e o mundo). 

   Processo gnosiológico (verifi­cação, certeza, verdade). 

 Processo jurídico (justo e in­justo, confiança na ordem ex­trínseca). 

   Processo político (luta para a organização e para formação da ordem intrínseca). 

            Processo econômico (egoísmo dos indivíduos e de grupos, útil e inútil).

          Leia-se, por fim de Francisco Cavalcanti de Miranda Introdução à Sociologia Geral, 2ª. Edição, 1980, entre as páginas 136-137 (sem numeração grafada).

 

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