AMIGAS E AMIGOS, bom dia!
Aí lhes vai, abaixo, a parte final do meu trabalho do “MAIS IGUALDADE NO
BRASI”.
Como é fácil de se prever, são trechos de Francisco
Cavalcanti de Miranda sobre Princípios e os processos sociais de
adaptação.
Também
dele Francisco Cavalcanti de Miranda, abaixo, os princípios
e os processos sociais de adaptação:
ESQUEMA N. 3
CONTRIBUIÇÕES FUNDAMENTAIS DAS CIÊNCIAS
À SOCIOLOGIA
I
PRINCÍPIOS DE SOCIOESPACIOLOGIA OU
GEOMETRIA GERAL
Princípio
da fisicalização das geometrias: são os fatos que devem decidir da
geometria, isto é, dos axiomas que nos possam servir à explicação
sociológica. A Geometria Social não tem de ser a da intuição vulgar, mas a indicada
pela experiência.
Princípios de relatividade na
Sociologia: a) só existe espaço social onde há matéria, onde há energia
social; é de relações que se formam os corpos, portanto — só há espaço social
onde há relações sociais; b) as sociedades obrigam os fatos sociais a variar
segundo verdadeiros potenciais dos seus campos: onde chega uma relação social,
aí começam espaço e tempo social, como surge o campo da gravitação onde quer que o tensor material seja diferente de zero, isto é, onde quer
que apareça energia.
II
PRINCÍPIOS FÍSICO-SOCIAIS
Princípios
de simetria:a) uma razão de simetria
não é causa de nenhum efeito, e encontra-se nos efeitos a simetria das causas;
certos elementos de simetria podem coexistir com certos fenômenos, mas não são necessários; o
que é necessário é que certos elementos de simetria não existam: é a dissimetria
que cria o fenômeno; b) a dissimetria
dos efeitos deve encontrar-se nas causas, e os
elementos de simetria das causas hão de achar-se nos efeitos; o efeito pode ser
mais simétrico que a causa, porém a causa não pode ser mais simétrica que os
efeitos; c) a simetria não é causa de fenômenos, mas pode impedir que se
produzam; d) às simetrizações intra-individuais correspondem dissimetrias
interindividuais, mas a formação de grupos sociais cada vez mais largos
inaugura outro ciclo, em que as dessemelhanças interindividuais são tratadas,
não como fenômenos entre indivíduos,
mas no grupo social tido como indivíduo; no indivíduo e nos grupos caminha-se
para o máximo possível de simetria intra-individual.
Princípio do insulamento dos
sistemas: as sociedades são
sistemas relativamente fechados, nos quais se estabelecem processos
evolutivos, que, em parte, independem de outros sistemas; porém como tais
corpos não se conservam iguais em extensão e se dilatam, pela absorção e pelo
aumento de volume ou pela formação de sistemas mais largos, a evolução social
tem de ser estudada em pseudocírculos cada vez mais amplos (par andrógino,
clã, família, tribo, etc.), nos quais os fatos
sociais são função das forças internas e externas do sistema ou sistemas a que
pertencem.
Princípio do determinismo: (concepção
contemporânea, não racionalista).
Princípio da inércia na Sociologia: inércia da matéria
e da energia social.
Princípios de conservação e de
evolução: a) princípio de
conservação da energia (e da matéria) social; b) princípios de evolução;
exemplos: princípio de diminuição doquantum despótico; lei da
crescente integração e dilatação dos círculos sociais. Nos sistemas sociais, a
progressiva adaptação produz a crescente estabilidade, a diminuição doquantum despótico; a dilatação dos
círculos sociais. É o caminho para o maximum de harmonia
no mais largo sistema possível. Tendemos para o melhor, na mais ampla extensão
social, que é toda a Terra. As leis sociais dizem isto; mas, se o dizem, é
porque são incluídas nas grandes leis universais de conservação, demaximum e de minimum.
III
PRINCÍPIOS BIOSSOCIOLÓGICOS
Lei da variabilidade: variações dos indivíduos; variações
dos corpos sociais (adaptação).
Lei de
hereditariedade: persistência da adaptação além do individuo; conservação através da série individual.
Lei da seleção: atende-se aos resultados das variações
e, pois, aos melhores espécimes, ao que maior equilíbrio traduz; no novo meio
ou nas novas condições do mesmo meio só resistem os indivíduos cujas
qualidades permitem prosperar e, como são eles os que persistem, é óbvio que
são as suas qualidades que se transmitirão e assentarão.
Lei da crescente estabilidade: a
adaptação constantemente cresce (Fechner, Fetzoldt); opera-se a crescente adaptação, pelo princípio da
tendência à coexistência dos estados compatíveis ou idênticos,
em virtude do princípio do minimum de choques e do princípio econômico
do minimum de gastos, de meios ou de força (Zoellner) .
Principio da
adaptabilidade ao fim.
IV
PROCESSOS SOCIOLÓGICOS DE
ADAPTAÇÃO
Processo religioso (devotamente, resignação, sacrifício, etc.).
Processo
moral (confiança nos atos de outrem e vigilância nos seus).
Processo
estético (adaptação pela criação e pelo gozo estético entre o ser vivo e o
mundo).
Processo gnosiológico (verificação, certeza, verdade).
Processo jurídico (justo e injusto,
confiança na ordem extrínseca).
Processo
político (luta para a organização e para formação da ordem intrínseca).
Processo econômico (egoísmo dos
indivíduos e de grupos, útil e inútil).
Leia-se, por fim de Francisco
Cavalcanti de Miranda Introdução à Sociologia Geral, 2ª. Edição, 1980,
entre as páginas 136-137 (sem numeração grafada).
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